Ana Elisa denuncia ameaças de morte e violência sexual durante campanha
Foto: © timeanaelisaalfenas1331/ Instagram · Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Brasil

Ana Elisa denuncia ameaças de morte e violência sexual durante campanha

A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, relatou à Polícia Civil ter recebido ameaças de morte e violência sexual durante a campanha. Segundo ela, dados pessoais foram expostos, e o partido contratou segurança armada para protegê-la.

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Por Redação Fato Inteiro · 8 de outubro de 2026 às 14:01
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Ana Elisa afirmou que as mensagens continham ataques machistas e racistas, além de ameaças de estupro. Entre os dados expostos estavam o endereço residencial, o número de telefone e documentos pessoais.

A deputada eleita também divulgou nas redes sociais imagens de um e-mail recebido em 5 de setembro. Na mensagem, o autor dizia integrar a Ku Klux Klan, descrita no texto como um grupo de extrema-direita e supremacista branco, e afirmava não tolerar mulheres pretas em espaços de poder.

“Chegando em Minas Gerais, já terei escolta”, disse Ana Elisa. De acordo com a fonte, o partido contratou segurança armada para acompanhá-la.

Com 524.219 votos, Ana Elisa foi a segunda candidata mais votada para deputada federal em Minas Gerais nas eleições de 2026. Ela também se tornou a mulher mais votada da história do estado para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil.

No fim de setembro, organizações da sociedade civil entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral um documento com denúncias de violência contra mulheres candidatas nas eleições de 2026. Os relatos incluíam agressões físicas e verbais, ameaças de morte e estupro. Dados do TSE citados pela fonte apontam crescimento de 11 vezes na violência política de gênero entre 2022 e 2026.

Mulheres em situação de violência política podem buscar orientação e fazer denúncias pelo Ligue 180, pela Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público, pela Procuradoria-Geral Eleitoral, pela Ouvidoria Nacional da Mulher do CNJ, pela Polícia Federal e pela Defensoria Pública da União. Em emergências, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Fonte: Agência Brasil

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