

Amorim critica tratamento dos EUA ao Brasil e cita pressão política e econômica
O assessor especial da Presidência afirmou que a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas deve ser analisada no contexto de medidas recentes de Washington contra o Brasil. A declaração ocorreu em audiência na Câmara dos Deputados.
Celso Amorim criticou nesta quarta-feira (12) a postura do governo dos Estados Unidos nas relações com o Brasil. Durante audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, ele classificou como “um absurdo” o tratamento dado ao país.
Segundo o assessor especial da Presidência, a decisão de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas não deve ser analisada isoladamente. Amorim citou, no mesmo contexto, o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, uma investigação baseada na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, críticas ao Pix e à regulação das plataformas digitais e ataques ao Supremo Tribunal Federal.
Amorim afirmou que o Brasil mantém uma posição firme de combate ao crime organizado, mas defendeu que a segurança pública seja enfrentada conforme a Constituição e o Estado Democrático de Direito. Ele também criticou a condução das negociações comerciais pelo governo de Donald Trump.
De acordo com o assessor, após a aplicação inicial de uma tarifa de 10% em 2025, os Estados Unidos elevaram a taxação para 50% por meio de uma carta divulgada nas redes sociais de Trump, sem negociação prévia com o governo brasileiro. Para Amorim, o procedimento contrariou as normas multilaterais de comércio da Organização Mundial do Comércio.
A fonte também informa que a alteração no visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, não compromete sua atuação diplomática. O visto de múltiplas entradas foi substituído por uma autorização para uma única entrada; enquanto permanecer nos Estados Unidos, ela continua exercendo suas funções e mantendo os privilégios e imunidades previstos nas normas diplomáticas.
Fonte: brasildefato.com.br
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