Alunos voltam às aulas presenciais em Gaza após quase três anos
Foto: Agência Brasil
Brasil

Alunos voltam às aulas presenciais em Gaza após quase três anos

Milhares de crianças retomaram as aulas presenciais no sábado (20), em escolas danificadas, estruturas improvisadas e tendas. Segundo o Unicef, 98% das escolas de Gaza foram destruídas ou danificadas durante a guerra.

PublicidadeOfertaPulso: oferta relampago o dia todo, com preco monitorado e cupom verificado.
Por Redação Fato Inteiro · 21 de setembro de 2026 às 13:32
Compartilhar

Milhares de crianças em Gaza voltaram às aulas presenciais no sábado (20), pela primeira vez em quase três anos. Os estudantes foram recebidos em prédios escolares danificados, espaços improvisados e tendas.

O Unicef afirma que 98% das escolas do território foram destruídas ou danificadas durante a guerra. Autoridades educacionais locais estimam que cerca de 660 mil alunos ficaram sem ensino presencial e sem participação regular na educação.

Para o ano letivo de 2026-2027, o Ministério da Educação, com apoio de organizações internacionais e locais, criou dezenas de escolas temporárias com barracas, lonas, chapas de metal e madeira. Algumas funcionam em solo arenoso e têm apenas colchões e um quadro; outras também abrigam famílias deslocadas.

A estimativa é de que pelo menos 540 mil alunos frequentem aulas presenciais neste ano em escolas particulares improvisadas, centros temporários de aprendizagem e pontos educacionais apoiados pelo Unicef. O ensino a distância continuará para quem não puder ir às aulas ou tiver deixado Gaza durante a guerra.

Estudantes relataram falta de materiais e condições precárias. “Apesar de tudo isso, vamos aprender, vamos aprender mesmo que seja em uma barraca”, disse Moayed Abu Mustafa. Samar Abu Salmi, de 15 anos, afirmou: “Estudávamos nos celulares e não víamos nossos professores. Agora, estamos de volta, perseguindo nosso sonho, de uma barraca para outra”.

Segundo Ibrahim Ramadan, diretor de Educação de Khan Younis Oriental, o conflito matou cerca de 22 mil alunos e mais de 770 profissionais da educação, incluindo 532 professores. O comerciante Khaled Aliyan disse que as restrições de importação reduziram o abastecimento e elevaram os preços: “Este caderno, que costumava custar 3 shekels [US$1], agora custa 15 [shekels]. Todos os artigos de papelaria estão caros”.

Fonte: Agência Brasil

PublicidadeAlta Parque: aulas, locacao de quadra, day use e eventos na Freguesia. WhatsApp (21) 96446-3704.
Compartilhar

← Voltar ao início de Fato Inteiro

Newsletter

Newsletter em preparação.

Continue acompanhando as notícias pelo portal.