Alunas transformam experiência com acne em pesquisa escolar na Bahia
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Brasil

Alunas transformam experiência com acne em pesquisa escolar na Bahia

Valéria Pereira e Eduarda Diamantino desenvolveram um creme experimental à base de tomate-cereja e glicerina durante uma feira de ciências em Guanambi. O projeto não comprovou a eficácia contra a acne, mas levou as estudantes a pesquisar, testar hipóteses e registrar resultados.

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Por Redação Fato Inteiro · 7 de setembro de 2026 às 04:39
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Valéria Pereira e Eduarda Diamantino desenvolveram, em 2024, um creme experimental para acne como projeto do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, em Guanambi, no sudoeste da Bahia. A ideia surgiu de uma experiência pessoal de Valéria, que havia ouvido da avó a sugestão de usar tomate-cereja na pele.

Orientadas pela professora de Biologia Elizângela Souza Vieira, as estudantes pesquisaram componentes do fruto, como o licopeno, e formularam um creme à base de tomate-cereja e glicerina. O trabalho envolveu pesquisa bibliográfica, organização das informações, registro das etapas e acompanhamento de testes.

O produto foi testado por cerca de um mês por seis voluntários próximos às alunas. Segundo o relato delas, houve mudanças na oleosidade da pele e nas lesões de acne. Os resultados, porém, não permitem afirmar que o creme seja eficaz: o projeto é experimental e não substitui estudos com mais participantes, metodologia adequada e avaliação de segurança.

Durante a pesquisa, as estudantes pagaram pelos ingredientes porque o laboratório da escola não tinha todos os materiais necessários. A professora também relatou dificuldades para conciliar a orientação dos projetos com as demais atividades e afirmou que a burocracia pode atrasar o acesso a recursos.

O projeto não foi selecionado para a Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia, o que desanimou as estudantes. Ainda assim, a experiência influenciou seus planos: Eduarda cursa Odontologia, enquanto Valéria pretende seguir uma formação na área de estética. Para as alunas, o principal resultado foi perceber que uma dúvida do cotidiano pode se transformar em investigação científica.

Fonte: g1 Educação

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