Alertas de desmatamento na Amazônia caem 36,87% no ciclo 2025-2026
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Brasil

Alertas de desmatamento na Amazônia caem 36,87% no ciclo 2025-2026

A Amazônia registrou 2.874,38 km² sob alertas de desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, menor área da série atual do Deter, iniciada em 2016. Ambientalistas atribuem a redução à retomada da fiscalização, mas alertam para propostas em tramitação no Congresso.

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Por Redação Fato Inteiro · 9 de agosto de 2026 às 04:35
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# Alertas de desmatamento na Amazônia caem 36,87% no ciclo 2025-2026 O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou na sexta-feira (7) que a área sob alertas caiu 36,87% em relação ao ciclo anterior, quando foram registrados cerca de 4.495 km². O Deter usa imagens de satélite para identificar alterações na cobertura florestal em tempo quase real e orientar ações de fiscalização.

Os dados do Deter não correspondem à taxa oficial de desmatamento, calculada pelo Prodes, também mantido pelo Inpe. Para o Greenpeace Brasil, se os dados consolidados do Prodes confirmarem a tendência, o país poderá registrar uma taxa inferior aos 4.571 km² de 2012, o que representaria o menor patamar desde o início do monitoramento por satélite.

O Observatório do Clima relacionou a queda à retomada de políticas de controle e destacou os embargos remotos realizados pelo Ibama. Segundo dados citados pela rede, 815 mil hectares foram embargados remotamente no Brasil desde 2023, incluindo 350 mil hectares na Amazônia em 2026.

As organizações, porém, alertaram para propostas em tramitação no Congresso que podem reduzir a capacidade de fiscalização ambiental. Em maio, a Câmara aprovou projeto que proíbe embargos remotos; a proposta tramita no Senado. Também foram citadas iniciativas sobre atuação do Ibama, proteção da vegetação nativa, unidades de conservação e regularização de terras públicas.

O Greenpeace defendeu a aceleração da trajetória rumo ao desmatamento zero, com medidas sobre cadeias produtivas, financiamento de infratores ambientais e planejamento de infraestrutura na Amazônia. A organização também apontou como riscos os retrocessos na proteção ambiental e a possibilidade de um Super El Niño intensificar a seca e os incêndios florestais no segundo semestre. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou a divulgação no Inpe e disse que tiraria uma fotografia dos gráficos apresentados pelo Inpe para enviá-la a Trump.

Fonte: brasildefato.com.br

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