

Alavancagem concentra avaliações sobre balanço da Cosan no 2º trimestre
Analistas apontaram avanços, mas divergiram sobre o ritmo de desalavancagem da Cosan após os resultados do segundo trimestre de 2026. A holding registrou prejuízo líquido de R$ 320,5 milhões, 66,1% menor que o do mesmo período do ano anterior.
A Cosan registrou receitas totais de R$ 10,77 bilhões entre abril e junho, alta anual de 3%. Apesar da melhora no prejuízo, a alavancagem financeira continuou no centro das avaliações sobre o balanço.
O Citi reconheceu o avanço da companhia na desalavancagem, mas considerou que o ritmo ainda não é suficiente. O banco também classificou o desempenho operacional do trimestre como fraco.
Em leitura mais positiva, o BTG Pactual destacou a combinação de avanços na alavancagem e nas despesas. O banco avaliou que a dívida líquida expandida de R$ 12,2 bilhões ao fim de junho ficou praticamente estável na comparação trimestral, considerando os efeitos financeiros mencionados no relatório.
O BTG também ressaltou a queda de 36% nas despesas gerais e administrativas em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Citi afirmou que o fluxo de caixa permaneceu “altamente comprimido”, com dividendos recebidos nos últimos 12 meses de R$ 961 milhões, contra R$ 3,4 bilhões um ano antes.
Segundo o Jefferies, a Cosan estabeleceu a meta de alcançar cobertura do serviço da dívida entre 0,8 e 1,2 vez até o fim de 2026. O patamar atual informado pelo banco é de 0,2 vez.
Fonte: Valor Econômico
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