

Agentes de IA são banidos após tentar garantir reservas em restaurantes
Assistentes pessoais de inteligência artificial passaram a ser usados para buscar mesas disputadas, mas o comportamento automatizado já levou usuários a serem bloqueados em plataformas de reservas. O caso reacende o debate sobre bots, acesso e competição por lugares em restaurantes concorridos.
JC Bahr-de Stefano recorreu ao assistente de IA Instinct para tentar conseguir uma mesa no 4 Charles Prime Rib, em Nova York. Segundo ele, a ferramenta enviou notificações ao Resy “centenas de vezes por hora” durante a busca pela reserva.
Ao acessar a plataforma, Stefano descobriu que sua conta havia sido bloqueada. A Resy informou que não permite o acesso ou a interação independente de bots e agentes terceirizados não autorizados. A conta foi posteriormente reativada, e o investidor afirmou que não voltaria a usar o recurso dessa forma.
Assistentes pessoais de IA permitem que usuários forneçam credenciais e solicitem tarefas como encontrar imóveis, cancelar assinaturas, organizar calendários e marcar consultas. A Instinct arrecadou US$ 350 milhões, enquanto a Meta lançou, em setembro, o agente Muse, que já teve mais de 2 milhões de downloads, segundo os trechos.
As reservas em restaurantes se tornaram um dos usos mais visíveis dessas ferramentas, em meio à dificuldade de encontrar mesas e ao uso crescente de plataformas especializadas. Empresários e profissionais do setor temem que bots capazes de monitorar sites continuamente ampliem a vantagem de clientes dispostos a pagar mais ou buscar formas de furar a fila.
Outros usuários também relataram problemas. Brian Distelburger foi banido do Resy ao usar um assistente para procurar uma mesa no mesmo restaurante. Jason Yeh disse que seu bot fez uma reserva em um estabelecimento que ele não havia indicado e com uma política de cancelamento de 100%, gerando uma cobrança de US$ 200.
Representantes do setor afirmam que a tecnologia pode ajudar em tarefas administrativas, mas não substitui aspectos humanos da hospitalidade. Para eles, as plataformas precisarão se adaptar ao uso de novos agentes, sem transferir aos bots o controle sobre quem consegue uma reserva.
Fonte: CNN Brasil
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