

AfD tenta conquistar maioria regional e ampliar força na Alemanha
O partido Alternativa para a Alemanha busca a maioria no Parlamento da Saxônia-Anhalt, no leste do país. Se vencer, poderá assumir pela primeira vez o governo estadual alemão uma sigla de direita radical desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
A eleição na Saxônia-Anhalt concentra a atenção política da Alemanha neste domingo (06/09). O AfD vê a disputa regional como uma etapa para alcançar o poder em todo o país, enquanto seus adversários consideram uma eventual vitória um risco político.
A popularidade da legenda no leste é associada, segundo a reportagem, à insatisfação com a imigração, a segurança pública, a economia, os custos de energia e o apoio enviado a países como a Ucrânia. O principal candidato do partido no estado, Ulrich Siegmund, ganhou espaço na cobertura e nas redes sociais.
Entre as propostas do AfD estão a criação de classes separadas para crianças refugiadas, a proibição de bandeiras LGBT nas escolas e uma força-tarefa para deter e deportar migrantes sem direito de permanecer no estado. O manifesto também defende mudanças no ensino da história alemã e critica o que chama de promoção de estilos de vida não reprodutivos.
A legenda é oficialmente classificada como extremista de direita na Saxônia-Anhalt. Órgãos de inteligência interna acusam a filial local de manter uma “ideologia racista” e objetivos anticonstitucionais, acusações rejeitadas pelo partido, que se define como conservador e libertário.
Uma vitória permitiria ao AfD influenciar áreas estaduais como educação, policiamento e cultura, além de ampliar sua presença no Bundesrat, a segunda câmara do governo federal. O partido, porém, enfrenta a recusa das demais siglas em formar uma coalizão, estratégia conhecida como “Brandmauer”, ou “muralha de proteção”.
O resultado também pode aumentar a pressão sobre o chanceler Friedrich Merz, que enfrenta dificuldades e dúvidas sobre a conclusão do mandato. Para conquistar a maioria, o AfD dependerá ainda do desempenho de partidos menores e do limite de 5% exigido para que eles entrem no Parlamento regional.
Fonte: BBC News Brasil
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