Acordo entre EUA e Venezuela prevê exploração de 17 campos por até 100 anos
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Acordo entre EUA e Venezuela prevê exploração de 17 campos por até 100 anos

Documento da Casa Branca prevê participação acionária americana de 35% na empresa responsável pelo projeto e prioridade na compra do petróleo produzido. Governo venezuelano afirma que o pacto terá duração de 25 anos e renderá mais de US$ 209 bilhões em royalties e impostos.

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Por Redação Fato Inteiro · 13 de setembro de 2026 às 13:47
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A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou, em 1º de setembro, um acordo que permite aos Estados Unidos acessar parte das reservas de petróleo do país. O entendimento envolve a NABEP (North American Blue Energy Partners), empresa privada venezuelana liderada pelo investidor Alejandro Betancourt.

Segundo um documento informativo da Casa Branca, a NABEP teria uma concessão de 100 anos para explorar 17 campos, com reservas estimadas em 65 bilhões de barris. Os Estados Unidos deteriam 35% da empresa controladora, receberiam 20% da produção e teriam preferência na compra do volume restante.

O governo venezuelano, porém, mencionou um prazo de 25 anos para o acordo. Também afirmou que a empresa pagaria mais de US$ 209 bilhões em royalties e impostos e faria US$ 100 bilhões em investimentos. Especialistas questionaram a legalidade do pacto, que não passou por processo competitivo e foi negociado em sigilo.

A maior parte das reservas está em oito blocos da Faixa do Orinoco, principal região produtora da Venezuela. As demais áreas ficam no Lago de Maracaibo. Uma análise citada pela fonte calculou 63,7 bilhões de barris em reservas provadas, considerando uma taxa de recuperação de 20%, índice considerado tecnicamente viável, mas ainda não alcançado na prática.

Os campos reúnem instalações existentes e projetos ainda não desenvolvidos. A produção pode crescer com reparos na infraestrutura do Lago de Maracaibo e com o desenvolvimento de áreas inexploradas da Faixa do Orinoco, que concentram petróleo extrapesado. Atualmente, cerca de 60% das exportações de petróleo venezuelano têm os Estados Unidos como destino.

Betancourt, cofundador da NABEP em 2024, foi investigado nos Estados Unidos, na Espanha e na Suíça, mas não foi formalmente indiciado, segundo os trechos. Ele também é associado aos chamados “Bolichicos” e firmou, em 2012, uma parceria com a estatal PDVSA para operar campos maduros no oeste venezuelano.

Fonte: CNN Brasil

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