

Acordo da Meta nos EUA amplia pressão global por proteção de jovens
A Meta concordou em limitar o uso do Facebook e do Instagram por adolescentes em um acordo com quase todos os estados norte-americanos. A medida inclui limite padrão de duas horas para usuários menores de 18 anos e provocou reações de autoridades em outros países.
# Acordo da Meta nos EUA prevê limite de duas horas para menores de 18 anos O acordo também envolve uma multa e ocorre após acusações de que a Meta teria desenvolvido suas plataformas para estimular o uso compulsivo por crianças. A empresa negou irregularidades ao aceitar o entendimento.
Na Austrália, a ministra das Comunicações, Anika Wells, afirmou à Reuters que as empresas de redes sociais “têm à sua disposição as ferramentas para proteger os jovens contra seus recursos viciantes, mas optaram por não utilizá-las”. O país, porém, enfrenta dificuldades para aplicar restrições semelhantes.
Estudos citados na reportagem, incluindo levantamentos do órgão australiano regulador da internet, indicaram que 80% dos menores ainda estavam nas redes sociais meses depois da entrada em vigor da proibição, em dezembro. O resultado levou parlamentares a dobrar a multa máxima e ampliar os poderes regulatórios.
A Coreia do Sul defendeu que algumas medidas da Meta sejam aplicadas a jovens em todo o mundo. A Malásia, que impede menores de 16 anos de criar contas em redes sociais, considerou o acordo um sinal de que as plataformas devem ser responsabilizadas pelo que ocorre nelas.
A Comissão Europeia informou esperar mudanças da Meta para limitar designs que geram dependência. Entre as medidas apontadas pelo órgão estão desativar por padrão a reprodução automática e a rolagem infinita, criar intervalos de uso e alterar recomendações para reduzir incentivos ao engajamento.
Nas Filipinas, o secretário do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicações, Henry Aguda, disse esperar que o acordo ajude negociações com a Meta sobre abuso e exploração sexual de crianças online e golpes financeiros. Na Austrália, o escritório Shine Lawyers negocia uma possível ação coletiva semelhante à movida na Califórnia contra a empresa.
Fonte: g1 Economia
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